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Importância das frutas na infância

  A alimentação infantil deve ser bem variada, desde o inicio da alimentação complementar, tanto em nutrientes quanto nos tipos dos alimentos, para que a criança conheça os vários sabores. Os hábitos, preferências e aversões a determinados alimentos são estabelecidos ainda na infância e levados até a fase adulta e sabendo que existe uma preferência […]

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A alimentação infantil deve ser bem variada, desde o inicio da alimentação complementar, tanto em nutrientes quanto nos tipos dos alimentos, para que a criança conheça os vários sabores. Os hábitos, preferências e aversões a determinados alimentos são estabelecidos ainda na infância e levados até a fase adulta e sabendo que existe uma preferência inata pelo sabor doce as frutas tem seu consumo facilitado.

Atualmente com a preocupação de prevenção na infância das doenças crônicas, como a obesidade, o diabetes e as alterações do colesterol levando a dislipidemia e doenças cardiovasculares, as frutas tem um papel de destaque por atuarem como antioxidantes, ou seja, são protetoras das alterações lipídicas, previne o aumento do colesterol chamado LDL-c.

As frutas são ricas em vitaminas, minerais, carboidratos e fibras devendo ser consumidas de três a cinco vezes ao dia para garantir uma alimentação saudável. Algumas frutas são ricas em ricas em gorduras poli-insaturadas, como as castanhas do baru e da macaúba; outras em vitamina A como o pequi, mamão, pitanga, acerola, maracujá; outras em vitamina C como o açaí, acerola, caju, araçá, goiaba; outras em ferro como o araçá, pinhão, baru, jenipapo; outras em cálcio como o açaí, macaúba, mangaba, jaca.

As pesquisas têm mostrado que o consumo de frutas, principalmente após os dois anos de idade tem diminuído muito, sendo substituída por alimentos pouco saudáveis, como os sucos artificiais e refrigerantes. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar  (PeNSE) realizada em 2009, com 60.973 estudantes entre 13 e 15 anos de escolas públicas e privadas das capitais brasileiras, revelou que oconsumo quase diário (≥ 5 vezes na semana) de guloseimas (50,9%) foi superior ao consumo de frutas frescas (31,5%) em todas as cidades avaliadas. A PeNSE apontou, ainda, que as médias de consumo de frutas nas regiões Norte (25,3%) e Nordeste (26%) foram inferiores às das demais regiões, Centro-oeste (32,6%), Sudeste (35,3%) e Sul (31,9%).

Outro estudo investigando 234 escolares na faixa etária de 10-19 anos em escolas de ensino técnico de São Paulo, capital, encontrou mediana de consumo de porções diárias de frutas de 0,97, mostrando que 89% dos escolares ingeriam frutas abaixo do consumo estabelecido pelo Guia da Pirâmide Alimentar Brasileira (3 a 5 porções de frutas por dia).

As sociedades de pediatria (brasileira, americana e europeia) têm abolido o suco e reforçado o consumo da fruta, devido ao consumo dos sucos artificiais e mesmo os naturais são consumidos e grande quantidade. Sabe-se que a fruta contém açúcar e quando se faz o suco usa-se mais de uma fruta assim o consumo de açúcar aumenta, predispondo a criança à obesidade e ao diabetes, além de perder parte das fibras.

As frutas in natura devem ser oferecidas desde os seis meses de idade quando se inicia a alimentação complementar, inicialmente sob a forma de papas, amassadas sempre em colheradas e depois em pedaços ou inteira. O tipo de fruta a ser oferecido deverá respeitar as características regionais, custo, estação do ano e a presença de fibras, lembrando que nenhuma fruta é contraindicada, a não ser que a criança ou adolescente apresenta alguma doença que dificulte a eliminação dos produtos da fruta.

É importante higienizar adequadamente todos os alimentos antes do consumo. Para reduzir as contaminações por microorganismos, deve-se usar uma solução de hipoclorito de sódio 2,5% (20 gotas de hipoclorito para 1 litro de água deixar as frutas, por 15 minutos). E para reduzir o risco de contaminação pelos agrotóxicos, deve-se preconizar a utilização de bicarbonato de sódio a 1% (1 colher de sopa para 1 litro de água, por 20 minutos).

Deixo as formalidades de lado e me apresento em algumas palavras:

Sou Diego Biella, ainda criança depois de sonhar em ser jogador de futebol, aliás como todo menino, resolvi que seria médico. Me formei na Universidade de Alfenas e logo me encantei pelos choros, risos e pela dificuldade de uma consulta pediátrica. Quando a criança está doente mas não sabe falar o que sente, a febre aparece sem nenhum outro sintoma e após um tratamento bem sucedido o sorriso sincero e inocente, pra mim é a melhor das recompensas.

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