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Doença Mão-Pé-Boca

A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, provocadas por alguns sorotipos do vírus coxsackie e também pelo Echovirus, Enterovirus A71. O quadro clínico costuma ser autolimitado e de curta duração em quase todos os sorotipos. A Síndrome mão-pé-boca ocorre frequentemente nas crianças menores de 5 anos, mas pode eventualmente acometer adultos. A transmissão ocorre […]

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A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, provocadas por alguns sorotipos do vírus coxsackie e também pelo Echovirus, Enterovirus A71.

O quadro clínico costuma ser autolimitado e de curta duração em quase todos os sorotipos. A Síndrome mão-pé-boca ocorre frequentemente nas crianças menores de 5 anos, mas pode eventualmente acometer adultos. A transmissão ocorre por contato com secreções das vias respiratórias, secreções das feridas das mãos ou dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados. Isso significa que o vírus Coxsackie pode ser transmitido nas seguintes situações:

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1) beijar alguém infectado

2) ter contato com secreções respiratórias, geralmente através da tosse ou espirros;

3) beber água contaminada;

4) apertar a mão de alguém contaminado;

5) contato com brinquedos ou objetos que possam ter sido contaminados por mais sujas.

Geralmente a fase de maior contagio da Síndrome mão -pé -boca é durante a primeira semana da doença, porém mesmo após a cura o paciente pode permanecer eliminando o vírus nas fezes, o que o mantém contagioso durante dias ou até semanas depois dos sintomas terem desaparecido.

A maioria dos adultos que se contaminam com o vírus coxsackie não desenvolve sintomas, mas eles podem ser transmissores assintomáticos do vírus. Os primeiros sintomas a surgirem costumam ser a dor de garganta e a febre (por volta de 38), mal estar e perda do apetite são frequentes.

Em um primeiro momento a doença é muito parecida com qualquer quadro de virose comum, sendo impossível o seu diagnóstico clínico nesta fase. Um ou dois dias após os primeiros sintomas começam a surgir as lesões características que dão o nome a doença.

As lesões da boca começam como pontos avermelhados, que se transformam em pequenas bolhas e posteriormente em úlceras dolorosas, semelhantes as aftas comuns.

Essas lesões ( ulcerações) surgem habitualmente na língua e nas partes internas dos lábios e bochechas. Um ou dois dias após o surgimento das lesões da boca começam também a aparecer lesões nas palmas da mãos e na sola dos pés. As feridas iniciam-se como pequenas bolhas, com um halo avermelhado ao seu redor. As lesões costumam ter de 0,1 a 1cm e podem se romper, liberando um líquido que é contagioso.

Nádegas, braços, tronco e face também podem apresentar algumas lesões. A complicação mais comum costuma ser a desidratação.

O diagnóstico é feito facilmente, sendo clínico. Mas pode ser feito em casos atípicos a identificação do vírus através de exame de fezes ou das secreções da garganta ou das lesões de pele.

Não existe tratamento específico. Em geral basta anti-inflamatório ou analgésicos comuns para controlar os sintomas de dor e febre. É importante manter a criança bem hidratada!!!!!!

Em casos graves de desidratação a internação hospitalar pode ser necessária! A prevenção é feita deixando crianças contaminadas em casa, longe de escolas e creches e higienizar bem as mãos.

Deixo as formalidades de lado e me apresento em algumas palavras:

Sou Diego Biella, ainda criança depois de sonhar em ser jogador de futebol, aliás como todo menino, resolvi que seria médico. Me formei na Universidade de Alfenas e logo me encantei pelos choros, risos e pela dificuldade de uma consulta pediátrica. Quando a criança está doente mas não sabe falar o que sente, a febre aparece sem nenhum outro sintoma e após um tratamento bem sucedido o sorriso sincero e inocente, pra mim é a melhor das recompensas.

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